sábado, 26 de janeiro de 2019

Bandolins, Mandolinas de Estudiantina, 1923.

Assaz curiosa esta diferenciação que vemos, nesta página de um catálogo de instrumentos.

Bandolins / Mandolinas apropriados para Estudiantinas (Tunas) parece, acima de tudo uma boa jogada de marketing.

Sabemos que, em França, entre as últimas décadas do Séc. XIX e até à década de 1940, os concursos de música eram às centenas, e as Estudiantinas entravam como categoria própria.

Alguma relação entre esse facto e haver bandolins mais próprios a esses grupos? Talvez sim, pelo menos em teoria.

(Manufacture Française d'Armes & Cycles de Saint-Étienne, Catalogue, 1923, p.224.)

Estudiantina de Cabeleireiros de Paris, 1903.

É sabido que o movimento das Estudiantinas/Tunas de cariz civil atravessou todas as franjas sociais. 
Em Qvid Tvnae (2011), já se tinha repertoriado uma Tuna de Presos e outra de Oficiais de Barbeiro (inserida no CEP da 1.ª Grande Guerra).
Desta feita, uma Estudiantina de Cabeleireiros/Barbeiros em Paris, no ano de 1903.

(Le Mouvement Social, N.º 114, Janvier-Mars 1981. Éditions Ouvirères. Paris, 1981, p.81.)

Estudiantina de Salamanca em Coimbra e em Paris, ca. 1880.

Um excerto de um documento precioso sobre a presença em Coimbra (mas também em Paris) de uma Estudiantina de Salamanca, e cuja deslocação se fazia para angariar fundos.
Um testemunho escrito por um sacerdote, Abbée Lucien Vigneron, publicado em 1882. Pelo que, acredita-se, os factos narrados terão ocorrido entre 1880 e 1882.


(VIGNERON, Lucien (Pe.) - Á Travers l'Espagne et le Portugal (Notes et Impressions). Delhomme et Briguet, Libraires Éditeurs. Paris, 1882, pp.208-209.)

Estudiantina (imagem francesa) em 1891

Uma gravura de um elemento de uma estudiantina, que ilustra uma peça de teatro, publicada em 1891.

(DAUDET, Alphonse - L'Obstacle. Thêatre, pièce en 4 Actes. Librarie Marpon & Fallmarion. Paris, 1891, pp.51-52.)

Estudiantina Fígaro em Inglaterra, 1880

Notícia da Estudiantina Fígaro em Inglaterra, dela se fazendo notar que a sua suposta ligação estudantil é apenas de nome.

(L'Avenir Diplomatique, 1.º Ano, N.º 12, de 16 de Setembro de 1880, p.11.)



Uma Estudiantina Infantil Euskalduna (País Basco - Espanha), 1883

Imagem de um elemento de uma Estudiantina Infantil espanhola, em 1883.

(Euskal-Erria, Revista Bascongada, Tomo VIII, 1.º Semestre de 1883. San Sebastian, p. 118 e 122.)

Comparsas e Estudiantinas de inícios do séc. XIX, en Espanha.

Documentos valiosos que ajudam a perceber melhor as origens do fenómeno das Tunas, desde as primeiras formações de comparsas carnavalescas, passando pelas primeiras Estudiantinas, da década de 1830 e seguintes.


(Euskal-Erria, Revista Bascongada, Tomo VIII, 1.º Semestre de 1883. San Sebastian, pp. 104-105.)

(Euskal-Erria, Revista Bascongada, Tomo VIII, 1.º Semestre de 1883. San Sebastian, pp. 106-107.)
(Euskal-Erria, Revista Bascongada, Tomo VIII, 1.º Semestre de 1883. San Sebastian, p.108.)

Estudiantina Española em Paris (Imagem), 1904

Não nos foi possível identificar, com certitude, a proveniência desta estudantina, cuja foto a apresenta a desfilar.
O grupo foi convidado pela colectividade "Cercle de Saint-James", para uma festa em favor dos feridos (o artigo, cortado do lado esquerdo, não permite saber a natureza) e da Cruz Vermelha (com patrocínio do jornal "Le Figaro"), e decorreu na localidade de Neuilly (Paris).


(Touche-à-Tout, 1.º Ano, N.º 6, de 19 de Junho de 1904, p.309.)


Estudiantina Alemã da Universidade de Bonn, 1879

Uma Estudiantina Alemã, composta de 40 jovens da Universidade de Bonn (Bona), chegada de Itália e que vem dar concerto em 3 cidades francesas: Marseille, Lyon e Paris).
Mais um documento valioso a comprovar que o fenómeno das estudiantinas se espalhou pela Europa, certamente em resultado do efeito polinizador da Estudiantina Fígaro Española.


(Le Journal de l'Enseignement, 1.º Ano, N.º 12, de 09 de Agosto de 1879, p.6.)

Estudiantina Espanhola - De Paris a Amesterdão, 1883.

Notícia da presença, em Paris, da Estudiantina Espanhola (Madrid), a qual irá a Amesterdão (Holanda) dar concertos.

(Officiel Artiste, 3.º Ano, N.º 18, de 06 de Maio de 1883, p.5.)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Uma Estudiantina Espanhola na Argélia (1883)

Não está identificada a origem desta estudiantina.
Dela se diz que é composta de 7 elementos (4 bandolins, 2 guitarras e 1 violoncelo)usando o traje negro dos estudantes espanhóis - incluindo colher no chapéu (bicórneo).
A convite do Círculo da União de Oran (Argélia), deu concerto no Teatro de Variedades local, estando marcado concerto na cidade de Bel-Abbès.

 (L'Avenir de Bel-Abbès, 1.º Ano. N.º 42, de 30 de Junho de 1883, p.2.)

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Poema sobre a Estudiantina Española de 1878

Um poema, publicado num jornal francês, sobre a Estudiantina Espanhola que esteve presente no Carnaval de Paris de 1878.


(Le Tintamarre, de 10 de Março de 1878, p.4.)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Estudiantina de Madrid em Paris, 1900

Notícia da presença, em Paris, no ano de 1900, da Estudiantina de Madrid.

(Le Figaro, n.º 297, de 24 de Outubro de 1900, p.4.)

Estudantina de Madrid em Paris, 1883

Notícia da presença, em Paris, no ano de 1883, da Estudiantina de Madrid.

(Le Figaro, n.º 86, de 27 de Março de 1883, p.1.)

Estudiantina Clásica Española em Paris, 1900.


O labor investigativo leva-nos, forçosamente, a "tropeçar" em informações que, nem sempre sendo o âmbito da nossa pesquisa, não deixam de ser pertinentes e podem ajudar a complementar o trabalho de outros investigadores, numa partilha colaborativa própria à comunidade de investigadores da Tuna.

É o que sucede, neste caso, com a dúvida levantada por Félix O. Martín Sárraga, no seu artigo "La Estudiantina Clásica Española anunció su visita a la Exposición Universal de París de 1900 pero no hallamos pruebas de que lo hiciera", publicado em Tvnae Mvndi, em Agosto de 2018.

Pois bem, ficam desfeitas as dúvidas e confirma-se, de facto, de tal estudantina, anunciada como "Estudiantina Clássica Espanhola, grupo Escolar com representação de todas as universidades de Espanha" esteve em Paris, no ano de 1900, inserida na Exposição Universal desse mesmo ano[1].

Esteve presente ao longo de todo o mês de Outubro, em diversos locais da capital, como o ilustram os seguintes recortes da imprensa da época.

(Le Figaro, n.º 274, de 01 de Outubro de 1900, p.5)

(Le Figaro, n.º 276, de 03 de Outubro de 1900, p.2)

(Le Figaro, n.º 276, de 03 de Outubro de 1900, p.4)

(Le Figaro, n.º 280, de 07 de Outubro de 1900, p.4)


Le Figaro, n.º 299, de 26 de Outubro de 1900, p.3.)





[1] Abriu a 15 de Abril de 1900 e terminou a 12 de Novembro desse mesmo ano.

sábado, 19 de janeiro de 2019

QVID TVNAE? AGORA DISPONÍVEL GRATUITAMENTE







CLIQUE AQUI, PARA DOWNLOAD (Também consta da bibliografia de referência, que apresentamos do lado direito da página)




Editada em 2011, e com os trabalhos já iniciados para a sua edição revista e aumentada, os autores decidiram libertar a obra para consulta e download gratuitos.
A 1.ª obra sobre o fenómeno das Tunas em Portugal, bem como a 1.ª, a nível mundial,que aborda esse mesmo fenómeno a nível global.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Livro sobre a Grande Tuna Feminina de Alfredo Mântua (1907-1913).

Uma monografia documental sobre a denominada "Grande Tuna Feminina" de Alfredo Mântua (conhecido maestro que regeu igualmente a Tuna da Escola Politécnica de Lisboa), de 1907 a 1913.



Uma pequena obra que se quer contributo para a preservação da memória e da história das nossas tunas, para lá de homenagear as mulheres que fizeram, ou fazem, parte de tunas, argumentando a sua razão dentro do fenómeno tuneril.



Registam-se pequenas gralhas em algumas legendas que, contudo, não comprometem.

O preço de 8 euros é convidativo (pode encomendar, clicando AQUI), num trabalho vocacionado para quem quer saber mais sobre o fenómeno das tunas portuguesas, e da tuna feminina em particular.



Artigos já publicados sobre o livro:

A Aventura da Grande Tuna Feminina de Alfredo Mântua (Blogue "As Minhas Aventuras na Tunolândia");


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Estudiantinas Helénicas de 1900

A dificuldade em decifrar o grego impede-nos uma pesquisa mais avançada do fenómeno das estudiantinas na região helénica (Grécia e Turquia).
Contudo, foi possível perceber que a sua existência terá alfobre no virar do séc. XIX para o XX.

Assim, fomos encontrar, na Grécia, a Estudiantina Ateniense, a Estudiantina Helénica e a Estudiantina Grega, verificando-se que estes grupos, apesar da base em cordofones, incluíam também instrumentos ditos "de metal" (sopros).

Estudantina TSANAKA (Grécia), ca. 1909

Estudiantina Ateniense, ca. 1900

Uma estudiantina grega, ca. 1900
Estudiantina grega, ca. 1910
Estudiantina grega de carnaval, ca. 1916
Estudiantina Helénica, 1922

Nessa mesma área geográfica, embora hoje pertencendo à Turquia, temos Estudiantina Neo Ionia (esta última realizou grande digressões pela Europa, entre 1898 e 1921[1]), criada em Esmirna (Smyrne); a Estudiantina Smyrne, em 1911[2], também apelidada de Estudiantina Sidéris e temos a Estudiantina de Balia, de inícios do séc. XX, havendo igualmente registo de uma certa Estudiantina de Constantinopla.

Estudiante de Balia (Turquia), ca. 1900
Estudiantina de carnaval (Constantinopla), 1906
A Estudiantina de Smyrna (Izmir), ca- 1900, cujo núclo fundador foi o grupo "Politakia", em 1898.
Estudiantina feminina da região de Izmir, ca. 1900

Estudiantina masculina da região de Izmir, ca. 1900


Ainda hoje, nessa zona geográfica, existem agrupamentos com essa designação.



[1] Ver https://el.wikipedia.org/wiki/Εστουδιαντίνα_Νέας_Ιωνίας.
[2] Le Figaro, 57 Année, 3 série, Nº 9, 09 Janvier 1911, p.5



sábado, 22 de setembro de 2018

TAUC com nova direcção, 1895

Noticia-se, em Novembro de 1895, a eleição de novos corpos sociais da Tuna Académica de Coimbra, para o ano lectivo de 1895-1896.

A Voz Pública, 6.º Anno, N.º 1718, de 09 de Novembro de 1895, p.2.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Nova Estudiantina em Madrid, 1895

Uma nova estudantina é formada em Madrid, em Março de 1895.
Com cerca de 100 pessoas, tem em vista dar espectáculos em benefício das classes operárias.

 A Voz Pública, 6.º Anno, n.º 1512, de 13 de Março de 1895, p.1.

Tuna Compostelana em Portugal, 1895

Em 1895, a Tuna Compostelana veio a Portugal, passando por Coimbra, Porto, Braga e Viana, e regressando depois a Espanha.
Aqui ficam alguns artigos publicados sobre essa viagem.


A Voz Pública, 6.º Anno, n.º 1503, de 02 de Março de 1895, p.1.

A Voz Pública, 6.º Anno, n.º 1504, de 03 de Março de 1895, p.1.



A Voz Pública, 6.º Anno, n.º 1508, de 08 de Março de 1895, p.2.