Mostrar mensagens com a etiqueta nome João Tamagnini de Sousa Barbosa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta nome João Tamagnini de Sousa Barbosa. Mostrar todas as mensagens

domingo, 22 de fevereiro de 2026

João Tamagnini, de tuno a ministro e a presidente do SLB

Recordar, hoje, uma figura ímpar da sociedade portuguesa de inícios do séc. XX, de seu nome João Tamagnini de Sousa Barbosa (Macau, 1883 - Lisboa, 1948).

Pertencente a uma prestigiada família, com vários elementos em destaque na vida militar e política[1], merece especial menção pelo facto de ter sido membro fundador e presidente da Tuna da Escola Politécnica de Lisboa, época em que estudava engenharia na referida instituição.

Com efeito, e segundo já publicado sobre esta tuna[2], exerceu as funções de Presidente da TAEPL nos anos de 1904, 1905 e 1906.


Vale a pena passar os olhos pelos feitos de uma vida recheada de sucessos:

  • Sob os governos de Sidónio Pais e João de Canto e Castro, foi ministro das Colónias (de 1917 a 1918), cargo que deixou a 15 de maio para se tornar ministro do Interior até 8 de outubro e, seguidamente, foi ministro das Finanças até 23 de dezembro;
  • Foi presidente do Ministério (atual primeiro-ministro) da I República, após o assassínio de Sidónio Pais, de 23 de Dezembro de 1918 a 27 de Janeiro de 1919;
  • A 15 de fevereiro de 1919 foi feito Comendador da Ordem Militar de Cristo;
  • Em 1920 foi feito Oficial da Ordem Militar de São Bento de Avis, tendo sido elevado a Comendador da mesma Ordem, a 5 de Outubro de 1926, e a Grande-Oficial, a 20 de junho de 1941;
  • Foi deputado, presidente da Câmara Municipal de Lourenço Marques;
  • Foi engenheiro-chefe em diversas repartições públicas de Moçambique;
  • Foi director do Instituto dos Pupilos do Exército;
  • Foi administrador das Companhias Reunidas de Gás e Electricidade e da Companhia Carris de Ferro de Lisboa;
  • Em 1927, após um período como deputado, foi transferido para a Madeira, vindo a ocupar, mais tarde, o lugar de Comandante Militar da Ilha Terceira;
  • Fez parte da Maçonaria, tendo sido iniciado em 1911 na Loja Pátria e Liberdade, com o nome simbólico de Wagner. Foi igualmente grão-mestre da Maçonaria do rito escocês em 1933;
  • A 19 de julho de 1946 foi feito Comendador Honorário da Excelentíssima Ordem do Império Britânico;
  • Atingiu, militarmente, o posto de Brigadeiro;
  • Foi eleito presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica para os anos de 1946/1947, no terceiro período de vigência de Manuel da Conceição Afonso;
  • Pela demissão deste, a 30 de julho de 1946, passou para o cargo máximo do clube, o de presidente do SLB (o 18.º), tendo tomado posse no dia 25 de janeiro de 1947. Manteria o cargo até o dia do seu abrupto falecimento no ano seguinte, 1948;

 

Ainda uma referência futebolística ligada ao SLB e outra ao FCP:

Bento Mântua, pertencente ao Grupo Dramático da Tuna da Escola Politécnica, e que era irmão do seu regente, Alfredo Mântua[3], já tinha, ele também, sido presidente do SLB (o 12.º), para além de cargos ministeriais e obra como escritor e jornalista.

Paulo Pombo, membro ilustre do Orfeão Universitário do Porto e co-autor do famoso tango “Amores de Estudante (autêntico hino académico portuense), foi o 27.º presidente do Futebol Clube do Porto[4].

Outros: personalidades da vida social, cultural, política e desportiva, ligadas a tunas, há-as em vários locais, como é o caso (mais recente) de Joaquim José Pinto Moreira, que foi autarca e igualmente presidente do Sporting Clube de Espinho, mas já antes fora músico e dirigente na Tuna de Anta (Tuna Musical de Anta).

Mas fica para outras calendas e/ou outros emissores a exploração e aprofundamento do assunto.